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Calma tensa em Rostock

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Calma tensa em Rostock

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A calma regressou a Rostock este domingo. As pequenas manifestações previstas para hoje decorreram sem sobressaltos.

As palavras de ordem foram dirigidas contra a utilização de organismos geneticamente modificados e por regras comerciais que protejam melhor os pequenos produtores.

No entanto, os danos materiais provocados pelos confrontos de ontem são ainda bem visíveis e há quem fale de calma tensa que paira sobre a cidade.

Tim Laumeyer, organizador do evento, constata que “as pessoas estão com medo da polícia e não sabem o que vai acontecer. Ontem, houve mais de 500 manifestantes feridos e teme-se que certas unidades de polícia possam fazer o que quiserem e que as autoridades policiais não apostem mais na prevenção.” Laumeyer refere, no entanto, que não acredita que se repitam as mesmas cenas de violência de ontem nos próximos.

De acordo com os últimos balanços divulgados, a polícia refere que 433 agentes ficaram feridos, 30 dos quais com gravidade, e 125 pessoas foram detidas. Os organizadores falam de 520 manifestantes feridos, 20 de forma grave, e de 165 detenções.

Ainda de acordo com a polícia, os confrontos foram provocados por um grupo de cerca de dois mil
manifestantes violentos que se encontrava na marcha de 30 mil pessoas que passou pelas principais ruas da cidade do norte da Alemanha.

Para que os incidentes de ontem não se repitam, perto de 800 pessoas marcaram presença na missa que decorreu na igreja de Bad Doberan, durante a manhã.

Até quarta-feira, primeiro dia da cimeira do G8, 100 igrejas da região de Heiligendamm, deverão acender 30 mil velas, uma por cada criança que morre de fome diariamente no mundo.