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Ex-presidente da Libéria julgado por crimes cometidos durante a guerra na Serra Leoa

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Ex-presidente da Libéria julgado por crimes cometidos durante a guerra na Serra Leoa

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Tem hoje início em Haia o julgamento contra o ex-presidente da Libéria Charles Taylor, acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante a guerra civil na Serra Leoa. Taylor converte-se assim no primeiro líder africano a ser julgado por um tribunal internacional. O processo decorre na Holanda por receio de que um julgamento em Freetown motivasse instabilidade na região.

O antigo chefe de Estado é acusado de apoiar os rebeldes da Frente Unida Revolucionária da Serra Leoa que mataram e mutilaram civis, usaram mulheres como escravas sexuais e obrigaram adultos e crianças a combater como soldados.

O procurador-geral do Tribunal Especial para a Serra Leoa diz que vão “apresentar um conjunto de provas o mais compacto possível, com bastantes provas por escrito de forma a que apenas as testemunhas-chave descrevam as ligações entre Taylor e os acontecimentos, bem como algumas das vítimas”. Stephen Rapp diz que “pensam poder concluir o julgamento em 18 meses”.

A guerra, entre 1991 e 2002, fez mais de 50.000 mortos e representou um dos conflitos mais brutais do continente africano. Presidente da Libéria entre 1997 e 2003, Taylor refugiou-se na Nigéria depois da revolução que o afastou do poder, mas acabou por ser entregue às autoridades devido a uma intensa pressão internacional.