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Cimeira do G8 sob fundo de tensões entre EUA e Rússia

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Cimeira do G8 sob fundo de tensões entre EUA e Rússia

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A cimeira do G8 tem hoje início na Alemanha. Um encontro que se adivinha bastante tenso, onde as crescentes divergências entre os Estados Unidos e a Rússia relegaram para segundo plano o aquecimento global que o país anfitrião tinha definido como tema central.

Antes de viajar para território germânico, George W. Bush esteve em Praga. O presidente norte-americano disse que ía aproveitar a cimeira para convidar o homólogo russo a cooperar no plano de instalação de um dispositivo anti-míssil na República Checa e na Polónia, que conta com a firme oposição de Moscovo. Mas, a provar que as relações entre os antigos rivais da Guerra Fria estão mais tensas que nunca, não deixou passar a oportunidade para criticar o estado da democracia na Rússia.

Nos arredores de Heiligendamm, estância balnear que acolhe a cimeira, multiplicam-se as manifestações anti-globalização. Depois dos episódios de violência no sábado que fizeram cerca de um milhar de feridos, o receio de conflitos à margem do encontro é elevado.

Os manifestantes pretendem bloquear os acessos ao local da cimeira, que conta com um elevado dispositivo de protecção, composto por 16.000 polícias e uma barreira de 12 quilómetros.

O encontro dos oito países mais industrializados do mundo é o último para o primeiro-ministro britânico Tony Blair e o primeiro para o novo presidente francês Nicolas Sarkozy.