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Defesa do Quioto querem novas medidas

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Defesa do Quioto querem novas medidas

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Os defensores do ambiente querem medidas concretas, compromissos específicos da parte dos 8 Grandes, da União Europeia, e dos países signatários do Protocolo de Quioto.

Essa é, aliás, a prioridade da chanceler alemã Angela Merkel, que pede uma redução de 50 por cento na emissão de gases com efeito estufa até 2050, sabendo que o desafio é difícil face às propostas americanas.

A primeira fase do protocolo de Quioto permitiu uma redução de mais de 15 por cento dos gases poluentes nos países signatários.
Durante este tempo, houve bons e maus alunos. Enquanto a Alemanha e os países da Europa de Leste reduziram consideravelmente as emissões de gases com efeito estufa, em Espanha, Portugal, Turquia e Estados Unidos, a poluição aumentou.

A administração Bush continua a recusar a assinatura do Protocolo de Quioto, mas mudou o discurso e mostrou querer reduzir as emissões.

O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos vão organizar uma série de encontros das nações que produzem mais gases com efeito de estufa, incluindo nações com economias em crescimento como a Índia e a China.

Mas as propostas norte-americanas a priori não serão integradas no esforço internacional para concretizar os objectivos de Quioto, ou um protocolo que lhe suceda, e seja imposto pelas Nações Unidas. Bush quer integrar economias emergentes nesta estratégia.

Ma Kay, da Agência Chinesa para o Desenvolvimento, não considera justo nem razoável utilizar as mudanças climáticas como desculpa para tentar limitar o desenvolvimento de uns e aumentar o de outros, ignorando esforços de industrialização e modernização.

A China – e a sua sexta parte da população mundial – iguala as emissões de CO2 da União Europeia. Mas o maior poluidor do mundo continua a ser a república federal norte-americana, com um quarto da poluição de CO2 do mundo. Para os ambientalistas americanso, os Estados Unidos devem enfrentar as consequências.

A representante do Sierra Glub Global Warming and Energy Programme defende que não se pode continuar a responsabilizar os países em vias de desenvolvimento e dizer que eles é que precisam de mudar algo…quando os Estados Unidos fazem o pior de tudo. Têm a tecnologia, a habilidade para fazer as coisas e devem dar o exemplo.

Depois de 1998 e da aplicação do Protocolo de Quioto, o mundo mudou e tomou consciência do que estava em jogo e o que representava a luta contra o aquecimento global. Mas para cumprir objectivos é preciso defender utopias.