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Madrid recebe apoio europeu e das Nações Unidas horas depois do fim da trégua da ETA

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Madrid recebe apoio europeu e das Nações Unidas horas depois do fim da trégua da ETA

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O fim da trégua da ETA coincidiu com a visita do secretário-geral da ONU a Madrid. No encontro com o primeiro-ministro espanhol, Ban Ki-moon condenou a decisão da organização terrorista basca e pede-lhe que reconsidere.

Com o apoio de Ban ki-moon e após meses de críticas, o chefe do governo espanhol aproveitou para lançar um novo apelo à unidade, defendendo que “face ao terrorismo, com trégua ou sem trégua, antes ou depois, é preciso trabalhar lado a lado e apoiar o governo”.

O cessar-fogo da ETA terminou à meia-noite desta quarta-feira, mas na realidade tinha expirado com o atentado de Dezembro no aeroporto de Barajas, em Madrid, que fez dois mortos.

Para o braço político da ETA ainda não é tarde para negociar e chegar à paz mas, mais uma vez, não evoca a questão da renúncia à violência. Numa iniciativa em Bruxelas, o porta-voz do ilegalizado Batasuna, Karmelo Landa, pediu a implicação das autoridades europeias para aproveitar a oportunidade que ainda existe para construir uma paz durável e justa no País Basco.

O representante europeu para a Política Externa preferiu concentrar-se num apelo à unidade dos espanhóis. Segundo Javier Solana, “neste momento é essencial que todos os cidadãos e os defensores da democracia estejam unidos para acabar para sempre com a praga do terrorismo”.

Sem responder directamente ao apelo do Batasuna, o Parlamento europeu pediu aos Estados membros que apoiem o governo espanhol na luta contra o terrorismo.