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G8: Decisões ficam aquém das expectativas

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G8: Decisões ficam aquém das expectativas

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Aquilo que todos sabem voltou a ser repetido na cimeira do G8: É preciso reduzir as emissões de gazes que provocam o efeito de estufa, mas quanto a compromissos, George W. Bush voltou a não estar pelos ajustes. Os Estados Unidos recusaram o principal pedido da União Europeia: reduzir para metade a emissão de gazes que provocam o efeito de estufa até 2050.

Apesar desta recusa, os líderes europeus mostram-se satisfeitos com o resultado da cimeira em matéria de clima. Durão Barroso disse mesmo que “não foi possível estabelecer metas, mas existem bases sólidas para poder fazê-lo no âmbito das Nações Unidas, com fixação de datas e com o reconhecimento explícito da necessidade de reduzir as emissões de gazes”.

Também as decisões sobre África souberam a pouco às Organizações Não Governamentais. Os líderes do G8 decidiram uma ajuda financeira de mais 60 mil milhões de dólares para o combate à SIDA e às outras doenças que assolam o continente e prometem duplicar a ajuda ao desenvolvimento, mas não foi fixado um calendário para essas ajudas, nem definido o montante da contribuição de cada país.

Por resolver ficou ainda a questão do Kosovo. Os pontos de vista são divergentes. Nicolas sarkozy ainda propôs o alargamento do prazo de reflexão por mais seis meses, mas nem Belgrado nem Pristina concordam com isso. No G8, o problema vem da Rússia que se opõe ao plano de independência sob vigilância internacional, preconizado pelo mediador da ONU, Marthi Atissari.