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Kosovares sonham dar o passo da independência

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Kosovares sonham dar o passo da independência

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Foi com satisfação e alívio que os albaneses reagiram às declarações de Bush em Tirana. A insistência do presidente americano para o Conselho de Segurança fixar uma data para votar uma resolução favorável à independência da província sérvia, deu um novo alento aos kosovares.

Bajram Rexhepi, ex-primeiro-ministro kosovar sublinha a transparência da mensagem e assegura que “o Kosovo vai ser independente”.

Hashim Thaqui, líder da oposição garante o mesmo. Afirma que, definitivamente, soou a hora e não há tempo a perder, o Kosovo está pronto. “A comunidade internacional deve reconhecer oficialmente a independência do Kosovo”, repete.

Na rua, ninguém esconde a emoção.

“O mundo inteiro deve saber que agora a nação kosovar é pró-americana e o povo albanês estará inteiramente grato… e este é o sentimento que teve ao ouvir Bush”.

Os albaneses do Kosovo não esqueceram o papel determinante dos Estados Unidos na intervenção da NATO durante a guerra lançada por Slobodan Milosevic, em 1999. Depois de três meses de bombardeamentos, Milosevic aceitou retirar as tropas do Kosovo e a 11 de Junho de 99, 100 mil soldados da NATO entraram na província sessionisia.

Desde então o Kosovo está sob tutela da ONU. Mas chegou a altura de êscolher uma solução definitiva.

O enviado especial das Nações Unidas, Marti Ahtisaari, propôs a independência vigiada da província, mas com garantia para as minorias não albanesas.

Como explica, o acordo contempla medidas específicas para proteger as comunidades kosovares não albanesas, incluindo a sua representação no parlamento, no governo, e no sistema judicial, assim como o estabelecimento de uma série de municípios de maioria sérvia com novas competências.

Não é suficiente para tranquilizar a minoria sérvia. Cerca de 200 mil sérvios fugiram do Kosovo aquando da retirada do exército de Belgrado, em 1999. Reclamam o direito ao regresso, mas opõem-se à independência do Kosovo.