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Malta quer "repartir" imigrantes pelos Vinte e Sete

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Malta quer "repartir" imigrantes pelos Vinte e Sete

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Repartir os imigrantes pelos diferentes Estados membros, em função da superfície e da população é a proposta de Malta. O pequeno país mediterrânico foi recentemente chamado à atenção por ter deixado à deriva, no mar, imigrantes ilegais, que acabaram por ser socorridos pela Itália.

Malta alega que não pode enfrentar sozinha a imigração ilegal. “O problema não é saber quem resgata os imigrantes, mas sim, quem vai recebê-los”, alerta Tonio Borg. O ministro maltês da Justiça e Interior defende que “é justo os que imigrantes sejam distribuídos de forma rotativa pelos Vinte e Sete. Devem ir, temporariamente, para o país mais próximo, antes de serem transferidos para o país que lhes foi designado.”

Membro da União Europeia desde 2004, o pequeno arquipélago de Malta recebe um fluxo crescente de imigrantes, vindos sobretudo da Líbia. Com apenas 400 mil habitantes, só nos últimos quinze dias recolheu 250 imigrantes e um total de sete mil, nos últimos cinco anos. Queixas apresentadas no conselho dos ministros da Justiça e Interior. A presidência alemã da União garantiu que Malta não será abandonada, mas não avançou com nenhuma proposta concreta.

Malta referiu ainda a falta de meios da Frontex para patrulhar o mediterrâneo. O Comissário da tutela, Franco Fratini, recordou que a Agência Europeia para as Fronteiras só recebeu um quarto dos 100 barcos e dos 50 helicópteros e aviões prometidos pelas Vinte e Sete.