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Shimon Peres ganha "em casa"

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Shimon Peres ganha "em casa"

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Aos 83 anos, Shimon Peres, o veterano da política israelita, vai terminar a carreira com todas as honras, ocupando um cargo essencialmente honorífico e protocolar, que lhe escapou em 2000, face a Moshe Katsav. Peres tem uma grande aura internacional mas é pouco estimado no próprio país. É o único sobrevivente dos três signatários dos Acordos de Oslo, entre Israel e os palestinianos, em 1993.

Desde então, o braço-direito de Isaac Rabin defendeu a negociação da paz com a Autoridade Palestiniana, mesmo que implicasse algumas concessões.

Um ano depois, os três protagonistas desta vitória, Simon Peres, Isaac Rabin e Yaser Arafat receberam o Nobel da Paz. Naquela altura, a paz no Médio Oriente parecia possível e mesmo evidente.

Mas a paz tem inimigos. Na noite de 4 de Novembro de 1995, durante uma manifestação em Telavive, Isaack Rabin foi assassinado por um extremista israelita. Shimon Peres assistiu ao crime e à agonia do processo de paz.

Shimon Peres nasceu na Polónia e emigrou para a Palestina, com toda a família, quando tinha 11 anos. Aos 25 alistou-se nas forças israelitas de Defesa e foi nomeado por David Ben Gourion responsável logístico.

Foi eleito deputado pela primeira vez em 1952, e tornou-se director do ministério da Defesa, cargo que mais tarde foi considerado responsável pelo programa nuclear israelita.

Se tivesse ganho, frente a Benyamin Netanyaou, em 1996, a história talvez tivesse tomado um rumo diferente, mas dessa vez, como noutras quatro ocasiões diferentes, falhou. Mesmo assim, a história permitiu-lhe ocupar duas vezes o posto de primeiro-ministro.

É a figura histórica do partido trabalhista, onde fez toda a carreira política até que, em 2006, se ligou ao Kadima, partido centrista criado por Ehud Olmert e Ariel Sharon. Foi com o Kadima que se apresentou nestas eleições presidenciais.