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Líbano enterra Walid Eido com acusações à Síria sobre autoria do atentado

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Líbano enterra Walid Eido com acusações à Síria sobre autoria do atentado

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Milhares de libaneses reunidos num último adeus a Walid Eido. O deputado, muçulmano sunita e feroz opositor da influência da Síria no Líbano, morreu ontem num atentado, com carro armadilhado, em Beirute. O ataque matou outras nove pessoas, incluindo o filho do parlamentar e dois guarda-costas.

O governo decretou dia de luto nacional. As escolas e lojas permaneceram, por isso, fechadas. À medida que o cortejo fúnebre, liderado por Saad Hariri e o chefe druso Walid Jumblatt, avançava pelas ruas da capital ouviam palavras de ordem contra o presidente libanês, Emile Lahoud, e o homólogo sírio, Bachar al-Assad.

Walid Eido é a sétima personalidade anti-síria e o terceiro deputado da maioria parlamentar de Saad Hariri, no poder, a ser assassinado em dois anos. Saad Hariri e os parceiros políticos acusam mais uma vez a Síria deste ataque, vendo nele um desafio ao tribunal criado pela ONU para julgar os responsáveis da série de homicídios.

Os jornais retomam as acusações contra Damasco, vendo neste assassinato uma forma de reduzir o poder da maioria parlamentar que apoia o governo pró-ocidental de Fuad Siniora, que mantém há meses um braço-de-ferro com os islamitas do Hezbollah, pró-sírios.

O ataque, com características semelhantes ao que vitimou Rafic Hariri há mais de dois anos, levou o primeiro-ministro libanês a pedir uma reunião extraordinária da Liga Árabe. Ela terá lugar sexta-feira no Cairo.