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Consumidores italianos podem escolher fornecedor de energia

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Consumidores italianos podem escolher fornecedor de energia

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A liberalização do mercado energético italiano chegou aos particulares. O governo de Roma aprovou um decreto-lei que permite às pessoas escolher qual o fornecedor de electricidade que querem. A norma entra em vigor já no dia um do próximo mês.

A Itália consegue assim cumprir o prazo imposto pela União europeia. O governo quis, com o decreto, entrar nos moldes da directiva aprovada em 2003. O parlamento está a discutir um projecto de lei sobre esta liberalização, mas o executivo preferiu antecipar-se.

Para incentivar a concorrência, o governo quer que as empresas energéticas a operar no país separem as divisões de produção e distribuição de energia.

A Itália é um país que consme mais energia que aquela que produz. Se a produção é de 302.000 gigawatts/hora, a procura é de 316.000, o que significa que uma parte dessa energia vem da importação. O decreto-lei tenta proteger as famílias e as pequenas e médias empresas de ventuais subidas nos preços.

A autoridade reguladora fixou preços de referência. Além disso, os particulares e as PME com menos de 50 empregados vão ter direito a manter as actuais tarifas, durante um período de transição, mesmo mudando de operador.

Muitos temem que a liberalização vá pesar na factura da electricidade. A Enel, número um italiana do sector, está descontente com a forma como o processo está a ser feito. A empresa semi-pública foi monopolista até à abertura deste mercado à concorrência.