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Sahara Ocidental volta ao centro do debate

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Sahara Ocidental volta ao centro do debate

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Apesar da terra ser estéril, é cobiçada. O Sahara Ocidental está no centro de um conflito que dura há 32 anos.

Na manhã de 6 de Novembro de 1975, resguardados pela agonia do regime franquista em Espanha, a pedido de Hassan II, 350 mil marroquinos fizeram uma marcha pacífica rumo ao Sara Ocidental, pondo fim à colonização espanhola nesse território.

Espanha entregou-o oito dias depois a Marrocos e à Mauritânia, altura em que os independentistas da Frente Polisário já tinham autoproclamado a República Árabe Saraui Democrática, que tem a sua sede em Tinduf, na Argélia. É aqui que vivem ainda hoje 160 mil refugiados sarauis.

A Espanha cedeu a Marrocos o norte e o centro do Sahara Ocidental e o sul à Mauritânia que, então em 1979, assinou o acordo de paz com a Frente Polisário, deixando o Sul da região. As forças marrioquinas conseguem o controlo para Rabat dos 266 mil km2 de território.

Depois de vários anos de guerra, Rabat e a Polisário assinaram em 1991 um cessar-fogo patrocinado pelas Nações Unidas, que abraçaram a tarefa de organizar um referendo sobre a autodeterminação, que não foi realizado até agora.

Cerca de quase 600 milhões de euros depois, os membros da Missão da ONU para o Referendo no Sara Ocidental são encarados como turistas por muitos sarauis.
No Sara Ocidental, os marroquinos ultrapassam já os sarauis e a unidade territorial é um dos pilares do orgulho nacional marroquino,

Rabat opõe-se à realização do escrutínio nma região. O Sahara Ocidental é rico em fosfatos, e Marrocos é um dos principais exportadores do mundo. Também os recursos piscícolas são abundantes e podem abastecer o Reino.