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Paquistão condena elevação de Rushdie a "Sir"

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Paquistão condena elevação de Rushdie a "Sir"

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Salman Rushdie, autor do controverso livro Versículos Satânicos foi nomeado cavaleiro pela rainha de Inglaterra. No Paquistão a revolta saiu às ruas e o governo de Islamabad condenou a honra atribuída ao escritor, que chegou a viver nove anos na clandestinidade por ameaças de morte, devido à sua obra.

A representante do ministério paquistanês dos Negócios Estrangeiros, Tasnim Aslam, salienta que “Salman Rushdie tentou insultar os muçulmanos com os seus escritos. Esta decisão de Londres provocou uma grande reacção no mundo muçulmano e nós condenamos a elevação de Rushdie a cavaleiro”.

O porta-voz da embaixada britânica no Paquistão nega que esta honra seja um insulto ao mundo muçulmano ou ao profeta Maomé. “O islão é a segunda maior religião no Reino Unido e de forma alguma quisemos ofende-la. Temos o maior respeito pelo islão”, referiu o diplomata ao justificar a nomeação com um reconhecimento literário.

Os versículos satânicos descrevem uma batalha cósmica entre o bem e o mal e combinam fantasia, filosofia e farsas.

Após o seu lançamento, em 1988, milhares de muçulmanos protestaram contra o escritor e o antigo aiatola iraniano Ruhollah Kohmeini emitiu um édito religioso condenando-o à morte.