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Contestação de título de "Sir" atribuído a Salman Rushdie preocupa Reino Unido

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Contestação de título de "Sir" atribuído a Salman Rushdie preocupa Reino Unido

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Os protestos do mundo muçulmano contra a atribuição do título de cavaleiro a Salman Rushdie sobem de tom. Na Malásia e no Paquistão, multiplicam-se as manifestações de indignação contra a decisão da Rainha de Inglaterra. Em Karachi, o líder do partido Nizam e Mustafa diz que “para o Paquistão e para o Islão Rushdie é um criminoso, que deve ser castigado e julgado pela lei islâmica”.

O Irão considerou a atribuição do título de “Sir” ao escritor como “um acto de provocação”. O governo britânico está preocupado com declarações do ministro paquistanês dos Assuntos Religiosos que disse que o galardão poderia ser usado para justificar ataques suicidas. Mohammed Ijaz Ul-Haq considera que “apesar de estarem a cooperar e a sofrer na ‘guerra contra o terrorismo’, o Ocidente aproveita todas as oportunidades para deitar achas na fogueira”.

O Parlamento paquistanês aprovou ontem uma resolução que condena a atribuição do título a Rushdie. Islamabad convocou também o embaixador britânico para lhe transmitir formalmente o seu desagrado.

O autor dos “Versículos Satânicos” celebrou ontem o sexagésimo aniversário no meio da polémica. Numa atitude de cautela, o Palácio de Buckingham precisou que é pouco provável que Rushdie receba o título antes de Outubro.