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Líderes europeus chegam finalmente a um acordo sobre futuro tratado

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Líderes europeus chegam finalmente a um acordo sobre futuro tratado

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Satisfação em Bruxelas depois dos Vinte e Sete terem chegado a acordo. Os líderes europeus conseguiram chegar esta noite a um compromisso sobre as grandes linhas do futuro tratado que vai substituir a Constituição, após dois anos de crise. A noite foi longa, as negociações difíceis e a União esteve à beira da ruptura, mas no final evitou-se o fracasso.

Foi com o sorriso nos lábios que Angela Merkel enfrentou os jornalistas. Eram cinco da manhã, em Bruxelas, quatro em Lisboa. A chanceler alemã e presidente em exercício afirmou que “este acordo mostra que no final a Europa volta a unir-se, que todos tiveram de fazer concessões mas, no final, o tratado para a reforma das instituições é um grande progresso que permitirá à União Europeia funcionar”.

Ontem tudo apontava para um fracasso. Mas durante a madrugada, a Polónia aceitou última proposta da presidência de adiar, até 2017, a entrada em vigor do sistema de voto de dupla maioria. A proposta inicial era 2009.

Um avanço obtido graças à mediação francesa, mas que originou algumas reticências de um grupo de nove países, que já ratificaram a Constituição, que contestava as cedências feitas a Varsóvia e a Londres.

Tony Blair, nesta última cimeira como primeiro-ministro britânico, conseguiu uma grande parte do que exigia. Mantém o controlo nacional de certas políticas, como cooperação judicial e policial, e não haverá um ministro europeu dos Negócios Estrangeiros, mas um Alto Representante para a Política Externa e Segurança.

A redacção e aprovação do novo tratado deverá ter lugar até ao final do ano, para entrar em vigor em 2009, e ficará nas mãos da presidência portuguesa.