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Novo tratado europeu sacado a ferros

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Novo tratado europeu sacado a ferros

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Foram coroados de êxito os esforços europeus, após a maratona negocial, em Bruxelas, para se conseguir um acordo sobre o tratado simplicado da União, tendo em vista a reforma das instituições.

Depois de dois anos de crise, no seguimento dos chumbos do texto da Constituição, dados pela França e pela Holanda, Angela Merkel declara que “este acordo levou muito tempo a obter e com certeza vai receber algumas críticas. Mas o que conta, neste momento, é que existe uma saída do longo periodo de reflexão e começam a ser criadas condições de base de um novo tratado”.

Ao final do dia de ontem tudo apontava para o fracasso até ao momento em que a Polónia aceitou uma derradeira proposta da presidência alemã, através da mediação do presidente francês, que concedeu, a Lech Kacsinsky, o adiamento até 2017, da entrada em vigor do sistema de voto de dupla maioria, tão contestado pelos polacos.

Na conferência de imprensa, logo a seguir ao ‘sim’ polaco, o presidente da Polónia disse estar “satisfeito não só pelos resultados obtidos, mas também pela cooperação demonstrada por todos os estados, decididos a encaminhar as coisas na direcção certa”. Acrescentou que “num grupo a 27 é necessário lutar pelos compromissos e aqui conseguimos obtê-lo mesmo no último minuto”.

Com a próxima presidência da União Europeia nas mãos dos portugueses a redacção e aprovação do novo tratado devem ser concluidas até ao final do ano, para uma entrada em vigor em 2009, logo que ractificado pelos 27 Estados membros.