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Posição da Polónia criticada por polacos e alemães

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Posição da Polónia criticada por polacos e alemães

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“Horror, Compromisso, Horror”. Assim titulava um jornal polaco, após o acordo alcançado na noite anterior, pelos Vinte e Sete.

O estilo duro, da Polónia, não convence, nem sequer os cidadãos polacos. “Provavelmente não valia a pena negociar tanto”, estima um jovem. Embora reconheça que, “afinal foi útil”, diz que espera “para ver de que forma a Polónia vai ficar a perder pela atitude que teve.”

Uma atitude que, estima uma polaca, “afinal acabou por dar resultado”. Mas também admite: “Foi bom termos renunciado às exigências e termos alcançado um acordo.”

Um acordo, sim, mas a que preço? Alguns analistas consideram que a Polónia ganhou a batalha do sistema de voto, mas perdeu amigos, entre os parceiros europeus e, sobretudo, azedou ainda mais as relações, já de si difíceis, com a vizinha Alemanha.

Nas ruas de Berlim, os cidadãos admiram a atitude da chanceler alemã face à intransigência polaca. “Eu
não teria tido a paciência da chanceler Merkel”, admite um homem que acrescenta: “é certo que ela disse que poderia avançar a Vinte e Seis, sem a Polónia, mas eu teria perdido a paciência muito antes disso. Teria dito à Polónia para ter juízo”.
“A Polónia queria mais poder, em termos de voto. Mas não consigo perceber que tenha feito declarações sobre a Segunda Guerra Mundial e a contagem de mortos que fez. Não posso aceitar isso.”

A Polónia exigia mais poder de voto, justificando que, sem o nazismo, que provocou a morte de milhões de polacos, a sua população seria hoje quase tão importante como a da Alemanha.