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Portugal terá de concretizar acordo sobre tratado europeu arrancado pela Alemanha

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Portugal terá de concretizar acordo sobre tratado europeu arrancado pela Alemanha

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Caberá a Portugal e a José Sócrates a difícil tarefa de redigir e fazer aprovar o tratado europeu, após o acordo arrancado em Bruxelas por Angela Merkel. Sócrates quer convocar já a vinte e três de Julho a Conferência Intergovernamental, mostrando a sua determinação em avançar mas sem esquecer o desafio que tem pela frente.

A dias de assumir a presidência dos Vinte e Sete, José Sócrates promete que colocará “toda a energia ao serviço da Europa, para que possa, o mais depressa possível, ter um novo tratado que lhe permita se mais eficaz, ter maior capacidade e mais força”.

Todos se mostram satisfeitos com o acordo, mas as críticas não faltam. O jornal espanhol El País afirma que Angela Merkel fez o papel da malvada e o presidente francês o do bom polícia. A imprensa alemã critica os irmãos Kaczynski, acusando-os de jogarem ao poker. Enquanto em italiana, fala-se de um tratado revisto em baixa.

Satisfação moderada também de Romano Prodi. O chefe do governo italiano está contente com o compromisso, mas mostra-se preocupado com a Europa e acusa os Estados membros de terem perdido o espírito de trabalho de equipa e de terem perdido o espírito europeu, pois considera que esta reunião pôs em evidência as diferentes visões sobre o conceito de Europa.

A Polónia, liderada pelos gémeos Kaczynski, acaba por ser os grande vencedora do encontro, ao lado do Reino Unido e de Tony Blair, depois de terem obrigado os restantes parceiros a cederem para evitar um fracasso. A chanceler alemã termina a presidência semestral em beleza e com um acordo que põe fim a dois anos de crise institucional, mas é Portugal que terá de enfrentar o grande desafio de fazer aprovar o novo tratado.