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Brown promete renovação sem pôr em causa alianças militares de Blair

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Brown promete renovação sem pôr em causa alianças militares de Blair

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Foi ao som de “change”, do cantor David Bowie, que o novo líder do partido trabalhista britânico tomou ontem posse em Manchester, sob o signo da renovação. Com Tony Blair relegado para o lugar de espectador no congresso dos trabalhistas, Gordon Brown propôs um regresso da formação à esquerda, defendendo como prioridades a habitação, a reforma da educação e do sistema de saúde.

O homem que na quarta-feira assumirá o cargo de primeiro-ministro declarou que vai respeitar os compromissos internacionais do Reino Unido, no Iraque, Afeganistão e Médio Oriente.

No entanto reconheceu que, “para isolar e derrotar o terrorismo é necessário mais do que a força militar, e que o combate é também o das ideias e dos ideais”.

Um discurso de mudança na continuidade que não agradou aos manifestantes pacifistas concentrados nas ruas de Manchester. Nas sondagens, no entanto, o efeito Brown fez disparar a popularidade dos trabalhistas. 40% dos britânicos considera que o antigo responsável das finanças é o mais apto para o cargo de primeiro-ministro contra 22% que apoiam o conservador David Cameron.

A eleição de Harriet Harman, antiga secretária de estado da justiça, para o lugar de número dois do partido trabalhista, confirmou a vontade de ruptura com os anos Blair.

Oposta à guerra no Iraque e ao programa de defesa anti-missil Trident, Harman considerou a sua eleição como, “uma mensagem clara dos militantes de que não querem ser apenas um clube de apoiantes de um líder”.

Gordon Brown tem agora mais dois dias para formar um governo de renovação, baseado num já chamado “new new labour”.

Algumas informações referem, no entanto, a possibilidade do braço direito de Blair, Jack Straw, poder ser convidado para o cargo de vice-primeiro-ministro.