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Vaga de violência no Líbano visa capacetes azuis

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Vaga de violência no Líbano visa capacetes azuis

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As forças da ONU no Líbano foram ontem alvo de um atentado com uma viatura armadilhada que matou seis capacetes azuis. A acção, que não foi reivindicada, é a primeira a atingir os militares da FINUL desde que a força foi alargada no ano passado, após a ofensiva israelita contra o Hezbollah, no sul do Líbano. As vítimas mortais, três espanhóis e trés colombianos, pertenciam ao contingente espanhol encarregue da desminagem e patrulhamento junto à fronteira israelita.

Segundo testemunhas, a viatura armadilhada terá explodido à passagem de dois blindados da ONU, fazendo deflagrar as munições que transportava um dos veículos. Reagindo ao incidente, o ministro da defesa espanhol afirmou que a Espanha continuará a apoiar a missão da FINUL. Para Jose Antonio Alonso tratou-se de, “um acto premeditado”, com “uma bomba activada por controlo remoto”. Os vestígios deixados na cena do atentado estão agora a ser examinados.

O movimento xiita Hezbollah condenou de imediato o atentado, que segundo analistas poderá ter a assinatura da Al-Qaida.

O responsável da diplomacia libanesa, Tareq Metri considerou o atentado, “como uma ameaça à segurança do Líbano e da comunidade internacional”, que, afirmou, “não deverá deixar intimidar-se por estas acções, nem pelas ameaças proferidas no passado por membros da rede Al-Qaida”.

Os militares mortos pertenciam ao contingente espanhol de 1100 homens integrado nos 13 mil da FINUL II, encarregues do patrulhamento e ajuda humanitária no sul do Líbano.

Desde o início da primeira missão em 1978, que 260 capacetes azuis foram mortos no país.

Uma situação que tinha levado há um ano vários países a hesitar enviar militares para a região, temendo voltar a ser alvo de acções bombistas.