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Angela Merkel recusa Europa a duas velocidades

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Angela Merkel recusa Europa a duas velocidades

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Angela Merkel não esconde a sua satisfação pelo acordo obtido este fim-de-semana em torno da reforma do tratado europeu.

Num discurso perante o Parlamento Europeu, em Bruxelas, a chanceler alemã apresentou um balanço dos progressos realizados durante os seis meses da presidencia alemã da União Europeia.

“Este tratado tem em conta as preocupações dos cidadãos europeus em relação a um super-estado e à perda de identidade dos países. Eu não partilho deste medo mas era meu dever respeitá-lo e eu respeitei-o. Por isso decidimos não fazer alusão neste tratado aos símbolos que reflictam um super-estado”, disse a presidente em exercício da União Europeia.

O novo texto que deverá chamar-se Tratado de Lisboa vai ser redigido pelo governos europeus durante a presidência portuguesa da União Europeia que arranca a 1 de Julho.

Na mesma ocasião, Merkel rejeitou a ideia de uma Europa a duas velocidades.

“Há um provérbio africano que diz: se queres seguir em frente depressa e bem vai sozinho, se queres ir longe vai de forma concertada. Penso que este provérbio contém toda a sabedoria da ideia da unificação Europeia: só agindo em conjunto e com objectivos poderemos preservar este património único e magnifico que é unidade Europeia desde há 50 anos”, declarou a chanceler alemã.

Para simbolizar uma Europa que se quer mais próxima dos cidadãos, Angela Merkel e o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering, assinaram um regulamento que obriga as companhias de telemóveis a baixar o preço das chamadas em ‘roaming’ efectuadas nos 27 estados-membros.