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Airbus aterra na China

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Airbus aterra na China

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Em tempos de crise nem a Airbus escapa à deslocalização. O gigante europeu oficializou, esta quinta-feira, em Pequim, um acordo com parceiras chinesas para a abertura de uma linha de montagem
na China.

O ministro da Economia alemão, Michael Glos,
esteve presente na cerimónia que decorreu no Grande Palácio do Povo. O acordo foi assinado pelo director-geral delegado da Airbus, Fabrice Brégier.

A nova fábrica, que começou a ser construída há um mês e que é a única fora da Europa do gigante aeronáutico europeu, vai ficar situada na cidade portuária de Tianjin, 110 quilómetros a leste
de Pequim, e deverá produzir 300 aviões A320 até 2016.

A Airbus foi um dos temas em destaque na reunião entre a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro francês François Fillon.

Merkel garantiu ao seu homólogo que o seu executivo não tem a intenção de investir directamente na Airbus, acrescentando que “o equilíbrio entre a parte da companhia que pertence à DaimlerChrysler e a parte que é detida pelo Estado francês não é um problema” e a prioridade deve ser dada a “conseguir ter estruturas eficazes”.

François Fillon acrescentou que “a companhia deve funcionar de acordo com as regras e os critérios de todas as grandes indústrias, respeitando obviamente os interesses industriais da Alemanha e da França.”

O construtor aeronáutico europeu está a apostar na montagem do A320 na China para tentar contrariar o domínio da Boeing num mercado que poderá quadruplicar nos próximos 20 anos.

A Airbus estima que a China vai precisar de mais de 2500 aviões de passageiros até 2025 e espera conseguir com este modelo montado no país uma
grande quota no mercado da aviação chinês. A Airbus detém 51 por cento da companhia resultante desta aliança.