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Katsav estabelece acordo para evitar prisão por crimes sexuais

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Katsav estabelece acordo para evitar prisão por crimes sexuais

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O recém-suspenso presidente israelita Moshé Katsav irá escapar a uma pena de prisão efectiva depois de ter estabelecido um acordo com o ministério público em que reconhece ter cometido crimes de natureza sexual. Em contrapartida, o oitavo presidente de Israel será condenado a um pena de prisão suspensa, ainda a determinar, terá que pagar indemnizações às vítimas e terá que demitir-se do cargo de chefe de Estado, no prazo de 48 horas.

Segundo o acordo, Katsav reconhece ter cometido os crimes de assédio sexual e actos indecentes. Quanto às acusações de violação, são retiradas.

Miriam Schler, responsável do centro de crise de violações, em Telavive reage negativamente ao acordo. “Basicamente, isto transmite uma mensagem às mulheres. Se são violadas, atacadas ou assediadas sexualmente por homens que têm posições de poder, é melhor que fiquem em casa e não digam a ninguém porque não vale a pena sequer apresentar queixa à polícia”, declarou.

Uma das funcionárias, que alegadamente foram violadas pelo presidente, recorreu para o Supremo Tribunal. Pretende que o acordo seja suspenso, uma vez que elimina a acusação de prática de acto sexual não consentido.