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2007 vai ser ano recorde de fusões e aquisições

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2007 vai ser ano recorde de fusões e aquisições

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Esta é a era das fusões e aquisições: os números estão aí para o provar: nunca se falou tanto de negócios entre grandes empresas.

Desde as bolsas aos grandes bancos, o fenómeno está a propagar-se a todos os sectores da economia. A luta pela compra do holandês ABN Amro pulverizou todos os recordes e tem como protagonistas dois bancos britânicos: o Royal Bank of Scotland e o Barclays.

René Proglio é presidente da filial francesa do banco de investimento Morgan Stanley e comentou, para a EuroNews, esta febre: “No universo das operações financeiras, houve um pico em 1999 e 2000. Em 2001 e 2002 houve uma queda brutal. Houve uma altura bastante calma e a partir de 2005 a actividade começou, outra vez, a aquecer. 2006 foi um ano histórico, em que foram atingidos os recordes de 2001 e tudo leva a crer que 2007 vai ser um ano claramente superior ao ano passado”.

Só na primeira metade deste ano, o valor das fusões e aquisições aultrapassou em 54% o do mesmo período ano passado.

Nos Estados Unidos, o valor total dos negócios feitos no semestre é de 785 mil milhões de euros, ou seja, mais cinco mil milhões que na Europa.

Esta subida tem a ver com o crescimento dos fundos de investimento, como explica René Proglio: “O jogo dos fundos de investimento, ou private equity, que nasceram nos EStados Unidos, desenvolveu muito a economia americana. Isso alargou-se ao Reino Unido, à Europa Continental e está agora a alargar-se à Europa de Leste”.

Os fundos de investimento representavam, em 2001, 6% do total de fusões e aquisições no mundo. Em 2006, a percentagem foi de 25%.