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China celebra uma década de soberania sobre Hong Kong

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China celebra uma década de soberania sobre Hong Kong

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Uma década depois do regresso de Hong Kong à soberania chinesa nada foi deixado ao acaso nas celebrações do aniversário do fim da administração britânica do território, nem mesmo os protestos populares a exigir democracia.

O presidente chinês Hu Jintao aproveitou para reconduzir no cargo de primeiro-ministro Donald Tsung. No seu discurso, o chefe de Estado frisou aquilo que quer para a antiga colónia britânica. “Apoio totalmente o crescimento económico, para melhorar o bem-estar das pessoas, e o desenvolvimento da democracia, anunciou Hu Jintao, salientando que a evolução política “tem que ser gradual”.

“Um homem, um voto” é o que milhares de cidadãos de Hong kong pretendem e que aproveitaram a efeméride para protestar. De acordo com os organizadores, participaram no evento cerca de 70 mil pessoas, a polícia fala de 20 mil. A transição democrática está prevista na constituição do território mas sem um calendário preciso.

A alegria chinesa espelhada nos céus daquela que foi uma colónia britânica durante 156 anos traduz a determinação de Pequim em concluir a reunificação do país. Taiwan, uma nação independente e com forte apoio militar norte-americano, é a ultima peça do puzzle que o “império do meio” considera prioritário.