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Perdão de Bush a Libby alvo de críticas

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Perdão de Bush a Libby alvo de críticas

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Multiplicam-se as reacções ao perdão dado pelo presidente George W. Bush a Lewis Libby. O antigo chefe de gabinete do vice-presidente Dick Cheney foi condenado em Março a dois anos e meio de prisão e ao pagamento de uma multa de 250 mil dólares.

Para evitar que o antigo assessor cumprisse pena de prisão, o presidente norte-americano comutou a pena para dois anos e meio de liberdade condicional e manteve o pagamento da multa. Libby foi condenado por mentiras e obstrução à Justiça numa investigação relacionada com a fuga para a imprensa da identidade da ex-espia da CIA, Valerie Plame.

O nome de Plame foi publicado na imprensa pouco depois de o seu marido ter acusado a Casa Branca de utilizar argumentos falsos para justificar a guerra do Iraque. “O presidente tem o poder absoluto nesta matéria. E nem o supremo tribunal nem o congresso podem anular a sua decisão”, afirmava Paul Rothstein, um professor de direito na universidade de Georgetown

Quem não concorda com esta análise é Hillary Clinton. Num comício, ontem à noite, a candidata à presidência dos Estados Unidos afirmou que Bush age como se estivesse “acima da lei” e que a sua “administração não tem qualquer respeito pelo que deve ser mantido sagrado”.

De acordo com uma sondagem divulgada recentemente 72 por cento dos norte-americanos são contra qualquer perdão a Libby, o que explica as várias manifestações contra a administração Bush.