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Alan Johnston relata libertação

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Alan Johnston relata libertação

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Aliviado e satisfeito, foi assim que o jornalista Alan Johnston apareceu à imprensa horas depois de ter sido libertado. O repórter falou aos colegas junto ao consulado britânico em Jerusalém: “é muito bom estar livre. se calhar é preciso termos estado de alguma forma presos para saber como é bom podermos fazer as coisas mais elementares que a liberdade nos proporciona, como cortar o cabelo ou beber aquilo que nos apetece e atravessar as portas que quisermos”

Johnston descreveu ainda alguns dos momentos que viveu nas mãos dos raptores durante os dias que antecederam a sua libertação: “o Hamas tomou o poder em Gaza e, de repente, os raptores, que não pareciam ter problemas em deslocar-se com segurança, de repente eles ficaram preocupados, o Hamas estava a vigiá-los, a atmosfera começou a mudar… e pouco a pouco comecei a acreditar que estávamos a chegar ao fim, e foi o que acabou por acontecer..o Hamas é uma organização controversa, com muitos problemas em termos de relação com o mundo exterior, mas tenho a certeza de que se o Hamas não tivesse acalmado os ânimos do modo como fez, eu ainda estaria naquele quarto”.

O correspondente da BBC em Gaza foi raptado a 12 de Março pelo Exército do Islão, um grupo armado até agora pouco conhecido. Foi o mais longo cativeiro de um jornalista estrangeiro raptado em Gaza.

Alan Johnston foi libertado pelo Hamas, que controla actualmente a faixa de Gaza. Uma oportunidade do movimento liderado por Ismail Haniyeh se desmarcar de outros grupos armados e que poderá servir como moeda de troca para a libertação de prisioneiros palestinianos.