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União Europeia e Brasil assinam parceria estratégica "histórica"

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União Europeia e Brasil assinam parceria estratégica "histórica"

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Portugal e Brasil há muito que partilham uma visão comum sobre a necessidade de institucionalizar o diálogo ao mais alto nível e de definir linhas de acção comuns com a União Europeia. A I cimeira da UE com o Brasil privilegia a assinatura desta “Parceria Estratégica Histórica” que abre portas a novas possibilidades.

Durão Barroso, José Sócrates e Lula da Silva, firmaram vários acordos em áreas vitais como a energia e o ambiente. Numa altura em que o aquecimento global domina as atenções dos principiais lideres, o Brasil assume um papel imprescindível, já que é o principal produtor do Mundo de bioétanol.

Christian Bergsmuller, delegado da UE no Brasil explica a intenção dos 27 de aumentar em 20% as energias renováveis até 2020. “É um projecto muito ambicioso, sabemos que temos de importar de outras partes do mundo, e Brasil vai com certeza ter uma palavra no nosso misto energético no futuro”, declarou.

Na economia, o gigante sul americano destaca-se como um parceiro fundamental para estabelecer uma ponte entre a União Europeia e o Mercosul. Empresários europeus e brasileiros defendem a conclusão da Ronda de Doha, no âmbito da Organização Mundial de Comércio e um acordo entre os dois blocos que conduza ao mercado livre sul-americano.

Para Mario Telò, director do Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas este acordo é positivo mas acarreta riscos. “O resultado provável é um reforço da parceria entre Europa e a América Latina que parte do primeiro país da América Latina. O risco é que a parceria individual com Brasil causa dificuldades a nível das relações com os outros parceiros Latino Americanos e propõe um modelo bilateral como um fez com o Chile e com o México. A presidência Portuguesa quer evitar este perigo”, explica.

O Brasil é o maior país sul-americano. Conta com 190 milhões de habitantes mas também com uma sociedade de grandes contrastes entre ricos e pobres. Esta cimeira, que pretende ser “solidária”, abordou ainda temáticas de segurança pública, como a luta contra a criminalidade organizada, os tráficos ilícitos ou as ameaças de natureza terrorista.