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Motores da General Electric podem atrasar entregas do Airbus A350

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Motores da General Electric podem atrasar entregas do Airbus A350

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As entregas do avião que a Airbus está a projectar, o A350 XWB, podem sofrer um atraso por culpa de um diferrendo com a General Electric, que fornece os motores.

Isto porque o grupo norte-americano é fornecedor exclusivo do 777 da Boeing. No entanto, a Airbus teve também boas notícias, ao superar a rival norte-americana no primeiro semestre deste ano, quer em termos de encomendas, quer de entregas. A Airbus recebeu 680 encomendas, contra 544 da Boeing. Em termos de aviões entregues aos clientes, a Airbus ultrapassou a rival em 11 aviões.

A General Electric recusa-se a fabricar um novo motor para o A350, por entrar em concorrência directa com o engenho que criou para o 777. No entanto, o grupo americano admite criar uma versão alternativa à que instalou no 787 Dreamliner, a nova coqueluche da Boeing, que foi apresentada, domingo, na fábrica do grupo em Seattle.

Com este avião, a Boeing quer liderar nos voos de longo curso. Para já, os números são música para os ouvidos da construtora. Antes de começar a voar, o avião já convenceu 47 companhias, que encomendaram 677 exemplares.

Diz Mike Bair, vice-presidente e director geral da Boeing: “Quando, há quatro anos, apostámos em trazer este avião para o mercado, juntámos o melhores e mais brilhantes parceiros de todo o mundo para revolucionar o transporte de passageiros. Estou muito orgulhoso pelo que alcançámos juntos”.

O novo avião vai estar disponível em três versões, de 210 a 330 lugares, e custa entre 100 e 150 milhões de euros. A ecologia é um dos grandes trunfos. O aparelho é feito com materiais mais leves que o alumínio e vai consumir menos 20% de combustível que os outros aviões do mesmo tamanho.