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Banho de sangue após assalto do exército paquistanês à Mesquita Vermelha

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Banho de sangue após assalto do exército paquistanês à Mesquita Vermelha

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Termina num banho de sangue a crise na Mesquita Vermelha de Islamabad. As tropas paquistanesas atacaram esta madrugada o complexo onde estavam entrincheirados islamitas radicais. A operação permitiu a fuga a 20 crianças que eram mantidas como reféns, mas o balanço de vítimas é elevado. O exército fala de pelo menos 40 mortos, entre eles três soldados, e de dezenas de feridos nos dois campos. Mas uma televisão privada fala de 70 vítimas mortais.

Forças de elite atacaram o complexo da Mesquita Vermelha a partir de três frentes, pondo fim a sete dias de crise, que já tinha feito outros 24 mortos. A ordem foi dada após o fracasso da última tentativa de negociação e quando a equipa de mediadores, chefiada por um antigo primeiro-ministro, abandonava ainda o local.

Mohammed Ali Durrani, ministro paquistanês da Informação, afirma que “o governo fez tudo o que era possível para encontrar uma solução” pacífica mas está desiludido com o comportamento da outra parte.

Até ao último momento, o líder religioso Abdul Rashid Ghazi recusou render-se, afirmando claramente que pretendia que a morte dos seus fiéis, incluindo mulheres e crianças retidas alegadamente à força, provocasse uma revolta contra Pervez Musharraf. O presidente paquistanês tentou mas conseguiu evitar que, uma das piores crises que teve de enfrentar, terminasse num banho de sangue.

Esta manhã já havia líderes radicais que apelavam os fiéis a retaliar o assalto.