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Destino de enfermeiras búlgaras nas mãos do governo líbio

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Destino de enfermeiras búlgaras nas mãos do governo líbio

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A justiça libanesa ainda não pronunciou a última palavra quanto à sorte das cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano, condenados à morte no país. O Supremo tribunal líbio confirmou hoje a sentença, mas o desfecho do julgamento só deverá ser conhecido na próxima segunda-feira, quando o conselho judicial supremo, controlado directamente pelo governo, se pronunciar sobre o veredicto.

Detidos desde 1999, os seis arguidos são acusados inocular o vírus da sida em mais de 400 crianças, 56 das quais morreram, quando trabalhavam no hospital pediátrico de Bengassi. A pressão internacional, em especial da União Europeia, levou nos últimos dias Tripoli a aceitar um acordo para indemnizar as vítimas.

Os juízes condenaram hoje os arguidos a pagar dez milhões de dólares a cada familiar. À luz do acordo, Bruxelas exige por seu lado a comutação da pena de morte em pena de prisão perpétua, o que permitiria o repatriamento das cinco enfermeiras para a Bulgária.