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Mesquita Vermelha nas mãos do exército paquistanês

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Mesquita Vermelha nas mãos do exército paquistanês

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O exército paquistanês anunciou, ao início desta tarde, ter tomado o controlo total da Mesquita Vermelha de Islamabad. A informação surge após dois dias de intensos confrontos, relativos ao assalto lançado pelas forças armadas na segunda-feira, após o fracasso das negociações para uma rendição pacífica. Estima-se que 200 pessoas, entre elas 125 estudantes e dez militares do Grupo de Operações Especiais do Exército paquistanês, tenham morrido. O líder dos radicais islâmicos Abdul Rashid Ghazi morreu ontem na escola corânica Jamia Hafsa, adjacente à mesquita, durante um fogo cruzado entre tropas governamentais e militantes radicais que queriam impedir a rendição do clérigo. O fim da crise coincide com o anúncio de um conselheiro presidencial de acordo com o qual o presidente paquistanês vai apresentar esta quinta-feira ao país uma nova estratégia contra o terrorismo.

Pervez Musharraf deverá também explicar as circunstâncias que levaram o governo a lançar a operação militar contra a mesquita, que tem sido usada como centro de formação de jovens nos preceitos do radicalismo islâmico. A principal aliança islamita da oposição paquistanesa, Muttahida Majilis-e-Amal, declarou três dias de luto pelas vítimas do assalto e
culpou Musharraf pelo fracasso das negociações que visavam desalojar pacificamente a mesquita. A imprensa paquistanesa apoia, na sua maioria, o assalto do exército à mesquita, mas também sublinha a lição a tirar pelo governo, que durante
muitos anos tolerou o radicalismo.