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Paquistão espera fim da operação militar para contar mortos do assalto à Mesquita Vermelha

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Paquistão espera fim da operação militar para contar mortos do assalto à Mesquita Vermelha

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O Paquistão faz o balanço humano e político do assalto militar à Mesquita Vermelha, onde morreram 50 estudantes do Corão e oito polícias. Esta noite fortes explosões e trocas de tiros foram ainda ouvidos na mesquita. Hoje, devem contar-se os mortos se de facto a operação for dada como terminada. Um porta voz militar adiantou que as forças de assalto progridem passo a passo a fim de evitar um banho de sangue. Os radicais afirmavam deter mulheres e crianças, resta saber se haverá alguns entre os mortos. O general Waheed declarou que não se trata de estudantes mas de militantes bem treinados e muito resistentes.

O presumível chefe dos resistentes da Mesquita Vermelha de Islamabad, Abdul Rashid Ghazi, foi morto num tiroteio entre militantes e as forças paquistanesas, que lançaram um assalto contra a mesquita rebelde depois de fracassar a última tentativa de negociação entre os enviados do governo e Ghazi.

Os confrontos na mesquita, que inclui uma madrassa para 9.000 jovens entre os 10 e os 20 anos, começaram no passado dia 03. No Sul do Paquistão, tribos armadas e estudantes corânicos manifestaram-se contra o presidente paquistanês gritando morte a Musharraf. Segundo fontes das forças de segurança, os islamitas obedeciam a militantes do grupo Harkatul-Jihad-e-Islami, próximo da Al-Qaida e ligado ao assassínio do jornalista norte-americano Daniel Pearl, no início de 2002 em Carachi.