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Líbano é um país frágil e em ruínas um ano após o início da guerra entre Hezbollah e Israel

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Líbano é um país frágil e em ruínas um ano após o início da guerra entre Hezbollah e Israel

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Há um ano começava a guerra entre o Hezbollah e Israel. Hoje o Líbano não é um país pacífico e está em ruínas. As tropas da ONU patrulham a Sul do rio Litani. A FINUL fala de missão bem-sucedida, apesar dos incidentes e atentado que matou sete soldados espanhóis. A sua presença pôs fim aos combates, mas não há um cessar-fogo.

Além disso, a reconstrução está atrasada. Foram prometidos quase oito mil milhões de dólares, mas o governo libanês recebeu pouco mais de mil milhões, por falta de avanço nas reformas exigidas pelos doadores. O país enfrenta uma grave crise política, devido ao braço-de-ferro entre o Hezbollah e o primeiro-ministro.

O chefe do governo libanês, Fuad Siniora, aproveitou este aniversário para lançar um apelo ao diálogo, à unidade para fazer face ao futuro das crianças, do país e da sociedade, pois a união de forças permitirá melhor usar os recursos.

Para além da destruição de pontes, estradas, aeroportos, centrais eléctricas e casas, a guerra criou outro problema. A área está repleta de bombas que não explodiram, transformando-a em zona perigosa para quem regressou. Contam-se dezenas de vítimas.

O major Li Changheng explica que os trabalhos de desminagem vão permitir dar segurança às população, para que possam voltar a cultivar as terras e fomentar a retoma da economia.

A recuperar da guerra civil, o Líbano viu esfumarem-se os esforços de reconstrução económica com os 34 dias de conflito.

A guerra começou a 12 de Julho com o rapto de dois soldados israelitas pela guerrilha xiita, que respondeu de forma surpreendente aos ataques do Tsahal. No final, no lado israelita registaram-se 158 mortos, sobretudos militares. Do lado libanês, o balanço é pesado: 1200 mortos, na maioria civis, mais de quatro mil feridos e perto de um milhão de deslocados.