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Musharraf prepara-se para anunciar novas medidas antiterroristas

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Musharraf prepara-se para anunciar novas medidas antiterroristas

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O assalto de ontem à mesquita vermelha de Islamabad inflama os protestos dos grupos islamistas no Paquistão. Os apelos à guerra santa e à imposição da lei islâmica no país acompanharam os funerais das pelo menos 50 vítimas do ataque do exército paquistanês, entre as quais o líder da mesquita Abdul Rashid Ghazi. Fontes citadas por algumas agências noticiosas referem que o número de mortos entre os estudantes barricados na mesquita poderá superar a centena.

A acção ordenada por Pervez Musharraf, depois de quase uma semana de hesitação, coloca o presidente na mira dos protestos dos grupos islamistas, respondendo no entanto à pressão de Washington para que combata os extremistas no país. A mesquita vermelha era apontada como o bastião de grupos próximos dos talibã afegãos e da rede Al-Qaida. Numa mensagem difundida na Internet, o número dois da organização terrorista, Ayman Al-Zawahiri, lançou ontem um apelo para vingar o assalto ao templo, afirmando que, “senão retaliarem, Musharraf não vos poupará”.

Num discurso ao país previsto para hoje, o presidente deverá anunciar novas medidas anti-terroristas, que deverão incluir um controlo reforçado das mesquitas e escolas corânicas. Ontem em Karachi, centenas de militantes da coligação de partidos islamistas manifestaram-se contra o que chamaram de “terrorismo iluminado” de Musharraf.