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Justiça líbia pronuncia-se hoje sobre sorte de enfermeiras búlgaras

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Justiça líbia pronuncia-se hoje sobre sorte de enfermeiras búlgaras

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“Todos inocentes”. A frase ostentada num cartaz no centro de Sófia, ilustra o sentimento búlgaro no dia em que Tripoli pronuncia a última palavra sobre a sorte das 5 enfermeiras búlgaras e um médico, acusados de inocular o vírus da SIDA num hospital pediátrico líbio.

O Supremo Conselho Judicial do país reúne-se esta noite para decidir se confirma ou comuta a pena capital a que tinham sido condenados os arguidos, detidos desde 99. Um acordo para indemnizar as mais de 400 crianças infectadas com SIDA, foi assinado há dias sob a égide da União Europeia.

Cada família afectada deverá receber 10 milhões de euros de compensação. Um habitante de Sofia afirma que, “a vida humana não tem preço”. Os seis arguidos acusam Tripoli de utilizá-los como bodes expiatórios para não admitir a falta de higiene nos hospitais do país e de ter utilizado a tortura para obter confissões.

No entanto, face à confirmação da pena de morte, ditada há dias pelo Supremo tribunal, os arguidos decidiram apresentar um pedido de clemência onde se recusam a interpôr qualquer acção judicial contra o estado líbio. A decisão final está agora nas mãos do regime de Khadaffi, que controla o Supremo Conselho Judicial, que podera confirmar a pena capital ou comutá-la em pena de prisão perpétua, o que permitira a extradição dos arguidos para a Bulgária.