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Médicos portugueses alegam objecção de consciência para IVG

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Médicos portugueses alegam objecção de consciência para IVG

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A prática do aborto em Portugal vai custar quase seis milhoes de euros ao Serviço Nacional de Saúde. Este valor assenta numa previsão de 18 mil abortos, com um gasto mínimo de 341 euros por cada intervenção. Mas a lei do aborto está em risco em, pelo menos, 10 hospitais onde a maioria dos obstectras se recusa fazer interrupção voluntária da gravidez.

O director da Maternidade Alfredo da Costa, Jorge Branco afirma que a sua única preocupação é que esta decisão livre dos médicos ponha em risco o cumprimento da lei, ou seja, não oferecer uma solução rápida.

A objecção de consciência dos médicos reflecte o aceso debate que precedeu o referendo de 11 de Fevereiro. A lei, até então, previa a interrupção da gravidez em caso de violação, mal formação do feto, ou risco de vida para a mãe.

A 8 de Março, finalmente, a IVG foi aprovada pelo Parlamento. Segundo a portaria que a regulamenta, as mulheres podem optar por iniciar o processo pelo hospital, pelo centro de saúde ou pela maternidade da sua área de residência.
O período entre a marcação e a consulta não deve ser superior a cinco dias.

O consenso geral é de que as nove semanas e seis dias não deverão ser ultrapassadas, como diz uma cidadã…“a gestação não deve passar os dois meses e a intervenção deve ser praticada por um médico e não uma parteira ou curiosa…”

Os 19 hospitais das Misericórdias vão recusar fazer interrupções voluntárias da gravidez, mantendo uma decisão tomada aquando do primeiro referendo à despenalização do aborto, divulgou o presidente do organismo que gere estas unidade.

A lei não é aplicada na Madeira. E nos Açores apenas um hospital terá médicos dispostos a realizarem abortos.