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Sismo no Japão afecta maior central nuclear do mundo

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Sismo no Japão afecta maior central nuclear do mundo

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Ascendem a sete as vítimas mortais e a mais de oitocentas as pessoas feridas, na sequência do terramoto que abalou esta madrugada o centro do Japão.

O sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter, destruíu centenas de edifícios na província de Niigata, danificando a maior central nuclear do mundo em Kashiwazaki.

O abalo provocou uma fuga do líquido de refrigeração do reactor que terá sido derramado no oceano. Os responsáveis da empresa de electricidade nipónica afirmam não haver perigo de contaminação radioactiva.

Entre as vítimas mortais do terramoto encontram-se idosos apanhados na derrocada de casas ou deslizamentos de terras. Os meteorologistas prevém chuva para os próximos dias que poderão piorar a situação.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe deslocou-se esta manhã à zona sinistrada. O governo criou uma célula de emergência para gerir o resgate e ajuda às vítimas.

Mais de 4.500 pessoas encontram-se sem tecto, dezenas de milhares encontram-se sem água, electricidade ou gas.

O tremor de terra, com um epicentro localizado 69km a sul de Niigata foi seguido de várias réplicas, que fizeram disparar ao longo da costa os alarmes de tsunami.

Há três anos, na mesma região a noroeste de Tóquio um sismo de magnitude 6,6 na escala de Riscther, tirou a vida a 67 pessoas e provocou ferimentos em mais de 3 mil.

O Japão situa-se na junção de quatro placas tectónicas, registando um abalo a cada 5 minutos.