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Japão minimiza risco de incidente nuclear após sismo de ontem

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Japão minimiza risco de incidente nuclear após sismo de ontem

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O governo japonês minimiza as consequências da fuga radioactiva registada ontem na central de Kashiwazaki. O sismo de magnitude 6,8 na escala de Richter que abalou o centro do Japão, provocando mais de 9 mortos e 900 feridos, levou ao derramamento de vários metros cúbicos de resíduos nucleares no oceano.

As autoridades decidiram manter encerrado o complexo nuclear, o maior do mundo, por motivos de segurança, afirmando que não há razões para alarme.

Um porta-voz do governo admitiu, no entanto, que, “os reactores da central não foram concebidos para resistir a um abalo como o que se registou ontem”.

Num país onde a terra treme a cada 5 minutos, as medidas preventivas do governo são assim postas em causa, ao mais alto nível.

Trezentos edifícios foram seriamente danificados ou totalmente destruídos. Entre as 9 vítimas mortais a maioria são idosos aprisionados nos destroços.

Os esforços do governo centram-se agora na assistência aos mais de 12 mil alojados e às dezenas de milhares de residentes sem água, gás ou electricidade.

O governo enviou cerca de meio milhar de militares para dar assistência às vítimas na província de Niigata.

As autoridades temem que as réplicas do abalo de ontem, associadas ao mau tempo, possam provocar novos desmoronamentos de edifícios e deslizamentos de terras.