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França endurece lei da reincidência criminal

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França endurece lei da reincidência criminal

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A ministra francesa da Justiça, Rachida Dati, passou o baptismo de fogo no parlamento onde apresentou, esta terça-feira, o seu projecto de lei sobre a luta contra a reincidência criminal. Dati proferiu um discurso emotivo nesta primeira passagem perante os deputados na Assembleia Nacional.

“Quero para o nosso país uma justiça serena, clara, compreensiva para todos e de acesso igual para todos”, afirmou.

A nova lei endurece as penas para os reincidentes e, em alguns casos, não terá em conta a menoridade para os jovens entre 16 e 18 anos; para além de estabelecer penas mínimias desde o primeiro acto de reincidência para crimes passíveis de mais de três anos de prisão.

As críticas vêm de todos os lados. O deputado Noel Mamère diz que “a lei é perigosa e inútil e vai contribuir para criminalisar uma parte da juventude e aumentar o número de detidos”

Mas mais do que a lei, o que está a atirar a atenção da imprensa é a família da ministra. A prova de fogo no parlamento surge no dia em que um dos seus irmãos compareceu perante o juiz, acusado de tráfico de drogas.

Devido a este caso, a ministra viu já partir quatro dos seus colaboradores mais próximos. Nicolas Sarkozy não se tem cansado de apoià-la publicamente.

Para a senadora socialista, Bariza Khiari
“Rachida Dati está na linha de mira daqueles que ainda alimentam um imaginário colonial e vêm os imigrantes como analfabetos – certamente não como senadores ou ministros da justiça… e depois há também os que consideram que, porque ela é de direita,… é uma traidora.

Rachida Dati é filha de imigrante magrebinos, nascida nos subúrbios de Paris. A sua nomeação já foi uma surpresa; as primeiras semanas de governo não têm sido fáceis; as relações com a justiça de dois dos seus irmãos também não têm ajudado.