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Pedidos de extradição dos seis profissionais de saúde búlgaros seguem hoje para a Líbia

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Pedidos de extradição dos seis profissionais de saúde búlgaros seguem hoje para a Líbia

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A comutação da pena capital dos seis profissionais de saúde búlgaros para prisão perpétua deixou as instâncias europeias satisfeitas e as famílias mais aliviadas.

As esperanças recaem agora nos pedidos de extradição que as autoridades búlgaras vão pedir esta quarta-feira. No país de origem é possível haver uma redução da pena.

Na Bulgária, a notícia foi bem recebida pelas familias mas o assunto ainda não é dado como resolvido.

O filho de uma das enfermeiras condenadas sente-se frustrado porque ainda há uma pena perpétua para cumprir. Reconhece que a Europa em geral acredita na inocência dos seis, mas fala-se em compensações, algo que considera não fazer muito sentido dar dinheiro como indemnização é admitir uma culpa que não têm.

Outro familiar considera qure ainda não é a situação ideal mas para já o objectivo é trazê-los para casa.

As cinco enfermeiras e o médico búlgaros foram detidos em Fevereiro de 1999 e condenados à pena de morte em Maio de 2004. Múltiplos recursos e pressões internacionais não fizeram o Supremo Tribunal mudar de ideias que na quarta-feira confirmou a sentença. Mas o Conselho Superior de Justiça comutou a pena capital para prisão perpétua, uma decisão tomada com o acordo das famílias das vítimas infectadas com o HIV. Cada uma recebeu mais de 720 mil euros.

Das 438 crianças infectadas num hospital de Benghazi, a segunda cidade líbia, 56 morreram.