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Tripoli quer mais ajuda internacional antes de extraditar enfermeiras búlgaras

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Tripoli quer mais ajuda internacional antes de extraditar enfermeiras búlgaras

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O processo das cinco enfermeiras e do médico búlgaros detidos na Líbia continua longe de estar encerrado. O Supremo Conselho Judicial líbio aceitou ontem comutar a sentença de pena de morte em pena de prisão perpétua. Mas antes de discutir a extradição dos condenados, Tripoli quer mais garantias de ajuda às crianças contaminadas com o vírus da SIDA.

O presidente búlgaro Georgi Parvanov, afirmou que, “o importante é que a pena de morte foi anulada e que vai fazer tudo para que Tripoli cumpra o acordado, repatriando os seis condenados”. Sófia já enviou o pedido de extradição às autoridades líbias.

A decisão de comutar a pena de morte dos condenados, foi tomada por Tripoli em troca do pagamento de uma indemnização de um milhão de euros aos familiares das mais de 400 crianças infectadas com o vírus da SIDA no hospital de Bengazi. Um montante proveniente de um fundo de ajuda criado em 1995 sob égide da União Europeia e controlado pela fundação do filho do coronel Khadaffi.

Se alguns analistas sugerem que se trata de um resgate, a comissária europeia para as relações externas, Benita Ferrero Waldner, reafirma que, “os fundos cumprem a sua função de assistência às crianças infectadas”.

Acusados de ter contaminado as crianças com o vírus da SIDA, as enfermeiras e o médico tinham há dias assinado um pedido de clemência, onde se recusavam a pedir qualquer compensação à justiça líbia pelos oito anos de prisão, durante os quais afirmam ter sido torturados.