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Eleições na Turquia com acentuada bipolarização do eleitorado

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Eleições na Turquia com acentuada bipolarização do eleitorado

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É um eleitorado bastante bipolarizado que vai no domingo às urnas na Turquia. De um lado o laico, do outro o não laico. A oposição acusa mesmo o poder dominante de estar a derivar para a islamização total. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, não desmente, e prometeu que “sai da política” se o partido a que pertence, o AKP, não obtiver os votos necessários para governar sozinho.

O Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata) é liderado por Deniz Baycal, de 69 anos. Apresenta-se como contra-peso ao AKP, no poder, e defende que a religião deve ser mantida na esfera privada. Um dos candidatos do partido em Istambul, Ilham Kesici, repete um discurso cada vez mais nacionalista: “A Turquia é um Estado-Nação, um Estado uno e tem uma república secular , nada mais”.

É nesta defesa da nação turca que o CHP se junta aos ultranacionalistas do MHP, partido de acção nacionalista, que tem como líder o veterano Devlet Bhaceli. A terceira força política, de direita, tem uma posição de desafio em relação à União Europeia e acusa mesmo o AKP de ter vendido a Turquia aos estrangeiros.

O analista Ilter Turkmen considera que estes dois partidos parecem diferentes apenas do ponto de vista do desenvolvimento histórico, porque de resto parecem concordar em quase tudo. Ambos estão a utilizar os símbolos nacionais para obter o apoio dos radicais.

Se o MHP obtiver 10 por cento dos votos, como a lei exige, fica com representação no Parlamento e pode fazer uma aliança com o CHP para fazer frente ao AKP.