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Bancos asiáticos ajudam Barclays a subir oferta sobre ABN Amro

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Bancos asiáticos ajudam Barclays a subir oferta sobre ABN Amro

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O Barclays subiu a parada na luta pela compra do holandês ABN Amro. O banco britânico oferece agora 67,5 mil milhões de euros, mais de um terço dos quais em dinheiro e o resto em acções. A oferta continua bastante abaixo da concorrente, feita pelo consórcio Royal Bank of Scotland-Fortis-Santander, que está disposto a pagar mais de 71 mil milhões de euros. Esta nova oferta do Barclays é feita com a ajuda do China Development Bank e do banco Temasek, de Singapura. Em troca desta participação, os dois bancos adquirem fatias no Barclays. O China Development Bank toma 3,1% e o Temasek 2,1%. Estes dois bancos aumentam assim a participação que detinham já no banco britânico.

Seja qual for o consórcio eleito, a compra do ABN Amro vai tornar-se no maior negócio de sempre no sector bancário, a nível europeu. Em Abril, numa conferência de imprensa conjunta, as administrações do Barclays e do ABN Amro anunciaram um acordo, mas a oferta do trio liderado pelo RBS viria baralhar as contas. Os analistas consideram que a nova oferta do Barclays continua a ser demasiado baixa e, para haver uma vitória sobre a oferta concorrente, o preço tem que subir pelo menos acima dos 70 mil milhões de euros. O trio RBS-Fortis-Santander viu-se, entretanto, privado da compra do banco LaSalle, filial americana do ABN, que foi vendido ao Bank of America.