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Americanos em Paris mais poupados

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Americanos em Paris mais poupados

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Enquanto os europeus que viajam para os Estados Unidos se deliciam com os saldos permanentes, graças ao dólar fraco, já para os norte-americanos que visitam a Europa os câmbios estão a ser um quebra-cabeças. Em Paris, o número de americanos de passagem não parece ter baixado, mas há uma maior cautela. Que o diga David Stone, de férias com a família na cidade-luz: “No início da viagem, calculámos qual seria o preço a pagar por vir à Europa. Os nossos dólares valem cada vez menos e estamos mais conscientes dos preços, escolhemos melhor onde vamos jantar, tentamos encontrar restaurantes que não sejam caros”. As casas de câmbios em França notam que, este ano, há menos americanos. A estratégia passa por convencê-los a trocar mais dólares, para poupar nas comissões.

Para Eric Vergnaud, economista do BNP Paribas, a moeda europeia não deve subir muito mais: “Não vai haver um crash no euro. A cotação, face ao dólar, deve subir para 1,40, 1,42 ou 1,43. Depois deve caír para um valor próximo de 1,35, por altura do fim do ano”. Prova de que o euro caro não é a primeira preocupação dos norte-americanos na altura de fazer as malas, são os números do organismo turístico francês. Este ano, o país deve ser visitado por mais de três milhões e meio de pessoas vindas dos Estados Unidos.