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Polémica em torno dos acordos Tripoli-Bruxelas

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Polémica em torno dos acordos Tripoli-Bruxelas

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“Não houve pagamento nem da França nem da União Europeia” para a libertação e repatriamento dos seis prisioneiros búlgaros, é o que garante o presidente francês. No Eliseu, Nicolas Sarkozy tentou esclarecer em conferência de imprensa a natureza da intervenção afirmando “foi um trabalho humanitário e político da França e da União Europeia”. A polémica em torno das negociações com a Líbia e dos acordos establecidos com Mouamhar Kadaffi está lançada. Sarkozy explicou ainda ter pedido a intervenção de um país amigo neste processo, o Qatar, que intercedeu junto do dirigente líbio a favor da libertação dos prisioneiros. O emir do Qatar foi o convidado de honra para as cerimónias do 14 de Julho em Paris ao lado de Durão Barroso. O chefe da diplomacia Líbia afirmou, esta manhã, que a União Europeia e a França contribuiram financeiramente para os fundos do hospital de Benghazi para ajudar as familias das crianças infectadas.

A Comissão Europeia mostra-se evasiva sobre os compromissos assumidos. Durão Barroso realçou que “se trata da conclusão de um longo processo da comissária Ferrero-Waldner e dos parceiros europeus que não se pouparam a esforços nem nunca cederam na determinação de ser encontrada uma solução”. Barroso acrescentou ainda que a União Europeia se comprometeu junto da Kadaffi a trabalhar pela normalisação das relações com a Líbia logo que este dossiê dos prisioneiros seja definitivamente encerrado.