Última hora

Última hora

Prisioneiros búlgaros chegaram a Sófia

Em leitura:

Prisioneiros búlgaros chegaram a Sófia

Tamanho do texto Aa Aa

Fim do pesadelo para as cinco enfermeiras e médico búlgaros detidos na Líbia, há oito anos, sob acusação de terem inoculado deliberadamente o vírus da SIDA em 438 crianças líbias da cidade de Benghazi, das quais 56 vieram a falecer. O grupo chegou esta manhã ao aeroporto de Sofia a bordo de um avião presidencial francês onde foi recebido de braços abertos pelos familiares e pelo presidente e primeiro-ministro búlgaros. A operação de repatriamento foi acelerada com a mediação de Cecilia Sarkoyz que se deslocou a Tripoli acompanhada da Comissária Europeia para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner e do Secretário geral do Eliseu, Claude Guéant. A intervenção da primeira dama francesa no dossiê levantou contudo uma onda de polémica em França.

Recentemente os seis profissionais viram a sua pena de morte comutada em prisão perpétua o que lhes permitiu o repatriamento. O ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou que os prisioneiros serão amnistiados pelo presidente búlgaro. O acordo obtido para a libertação dos seis búlgaros prevê ajuda médica da União europeia ao país de Mohamar Kadaffi e uma abertura nas relações políticas não se sabe ainda em que termos. Segundo uma fonte diplomática europeia, Nicolas Sarkozy comprometeu-se a modernizar o hospital de Benghazi, onde trabalhavam as enfermeiras búlgaras, em troca do repatriamento.