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Rússia acusa sistema judicial britânico de ineficiência

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Rússia acusa sistema judicial britânico de ineficiência

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A Rússia pôs em causa o sistema judicial britânico na sequência da investigação sobre a morte do antigo agente do KGB Alexandre Litvinenko. Os procuradores russos juntaram-se em conferência de imprensa para tornar públicas acusações de politização do caso de envenenamento com Polonio 210 em território britânico.

O vice-procurador geral russo considera que dar asilo político a seis homens procurados pela justiça russa é uma violação da Convenção de Genebra. E o facto de terem ignorado durante anos a disponibilidade das autoridades russas para resolver o caso leva a pensar que o sistema judicial britânico não é eficaz.

Londres quer julgar em território britânico o principal suspeito do crime Andrei Lugovoi, também ele antigo agente do KGB, fez um pedido de extradição, mas Moscovo rejeitou por considerar que as acusações não fazem sentido.

O primeiro-ministro Gordon Brown recusa-se a tolerar uma situação em que todas as evidências apontam para o assassínio de uma pessoa, e em que várias outras pessoas estiveram expostas a um perigo de radiação. Brown quer que as autoridades russas reconheçam que nesta altura cabe-lhes a elas extraditar o cidadão russo que foi acusado pelas autoridades britânicas.

Para Moscovo, não há nesta altura indícios suficientes para acusar Lugovoi em território russo e continua a recusar a extradição. Nos últimos tempos, como forma de protesto, Londres expulsou quatro diplomatas russos, Moscovo respondeu com a expulsão de quatro diplomatas britânicos.