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O presidente russo acusou a Grã-Bretanha de adoptar uma mentalidade colonialista e fazer exigências insultantes.

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O presidente russo acusou a Grã-Bretanha de adoptar uma mentalidade colonialista e fazer exigências insultantes.

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É a última escalada numa disputa diplomática entre Moscovo e Londres centrada no assassinato do ex-espião russo Alexander Litvinenko. Num encontro de jovens em Zavidovo, a cem quilómetros da capital russa, Vladimir Putin não poupou palavras:

“Em Londres, eles têm 30 pessoas que são procuradas pela nossa justiça pelo envolvimento em crimes graves ou muito graves. E não querem saber! E entretanto distribuem recomendações, exigências que insultam o nosso país e o nosso povo… Dizem-nos para mudar a Constituição! O que eles precisam é de mudar de mentalidade, não a Constituição!”

“E posso dizer-vos porquê! Porque o que eles propõem é um vestígio óbvio do pensamento colonialista!”

O chefe da diplomacia britânica sugeriu que a Rússia alterasse a Constituição para poder extraditar Andrei Lugovoi, principal suspeito da morte de Litvinenko.

Moscovo apoia-se no tratado constitucional – que proíbe a extradição de cidadãos russos – para justificar a recusa. A Rússia acusa também o Reino Unido de dar asilo a “inimigos” do Kremlin.

A morte de Litvinenko em Londres, em Novembro, gela cada vez mais as relações entre os dois países…