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Novo ministro da Defesa brasileiro herda sistema aéreo caótico

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Novo ministro da Defesa brasileiro herda sistema aéreo caótico

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Será complicada a tarefa do novo ministro brasileiro da Defesa. Nelson Azevedo Jobim, 61 anos, antigo presidente do Supremo Tribunal e ex-ministro das Finanças, tomou posse e terá agora de resolver a profunda crise que afecta o sistema aéreo do país, controlado pelos militares. O presidente Lula da Silva deu-lhe carta-branca para fazer o que é preciso e gastar o necessário, depois de ter demitido Waldir Pires, alvo de fortes críticas há meses face aos vários acidentes aéreos, as falhas e avarias do sistema de radar. Pressões que se agravaram com o acidente aéreo da semana passada e do caos que, há vários dias, quase paralisa os aeroportos de São Paulo. Só ontem foram anulados quase 80% dos voos do aeroporto de Congonhas. Uma situação de tal forma grave que está suspensa a venda de bilhetes para voos de e para Congonhas. A pista secundária, mais pequena, não está sempre aberta, devido ao mau tempo, e a pista principal continua encerrada desde o acidente com o aparelho da companhia TAM que, na semana passada, fez 200 mortos. A tragédia e as avarias dos radares foram a gota de água que custou o cargo a Waldir Pires. O novo ministro da Defesa levanta a hipótese de proceder, nos próximos dias, a mudanças nas chefias dos vários organismos ligados ao sistema aéreo e que Lula da Silva quer que sejam reagrupados.